Geralmente quando se escreve, o nome do texto (ou do filho... quantos casais brigam por isso???) é a última coisa a se ter em mente, claramente.
A criança vai ter o nome de Estevão, e tem cara de Marcelo, e aí? Dilema. Textos pseudo pessoais também sofrem desse mal, só que como gosto de forçar a barra, defino o título logo de cara, e vamos acompanhando ele até onde vai. Acredito que grande parte das vezes tenha conseguido dar sentido ao título, e se algum dia eu não consegui, reclamem comigo, talvez eu explicando consiga convencer alguem de minhas perturbações (tenho andado muito com o Ricardo [amigo pessoal], Malkavianos me perturbam demais!).
Tirei o nome do texto "sobre os campos da fortuna" da música Fields of Gold, é o refrão da música, gosto bastante da versão do Emmerson Nogueira, gosto de som acústico (aos poucos deixarei rastros de mim... hehe).
Hoje eu dormi sobre um campo de fortuna, um sono dos justos, daqueles que tentam fazer a coisa certa até o último momento, que tentam concertar mesmo quando tudo está para partir e os ferimentos seriam grandes demais. Foi a primeira de muitas noites em que eu simplesmente não acordei durante a madrugada, foi a primeira entre muitas semanas onde eu simplesmente não acordei as 3 da manhã pra reclamar do meu celular tocando o despertador (ele sempre toca e eu nunca desarmo, alguem me castiga?) e incrivelmente, não me senti só.
Muitas das vezes, eu e você, podemos estar em um desses campos de fortuna e nem mesmo saber. As vezes podemos não estar e acreditar fielmente que estamos... só descobriremos quando ele estiver passado. Muito menos podemos prever sua localização futura, talvez seja por isso que o termo presente seja tão complicado. Todos reclamamos, revivemos o passado, sonhamos com o futuro, mas na verdade, só temos um presente em nossas mãos, como jogamos com ele é o que faz da vida algo interessante.
Carpe Dien
(Carpe Dien tá escrito certo??? My mistake, so sorry!!!)